Mostrando postagens com marcador graduação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador graduação. Mostrar todas as postagens

25 de dezembro de 2006

A Engenharia de Computação


Desde que entrei no curso de Engenharia de Computação da UFPA, no primeiro semestre de 2003, tenho ouvido por várias vezes, de amigos ou conhecidos, basicamente três perguntas:

1) Qual a diferença entre a Ciência e a Engenharia "da" Computação?
3) O que um estudante de Engenharia de Computação estuda?
2) O que um Engenheiro de Computação faz?

Tentarei, a seguir, esclarecer essas dúvidas (espero não confundir ainda mais a cabeça do leitor...)

Diferenças?

Na verdade, o mais interessante não é saber as diferenças entre esses dois cursos, mas sim as suas semelhanças...

A Engenharia de Computação (ou "da" Computação) é um curso de graduação cada vez mais conhecido no Brasil, apesar de existir há um tempo relativamente longo (na Unicamp, por exemplo, o curso é ofertado desde 1990).

Sua concepção engloba duas vertentes de conhecimento que, com a evolução dos computadores, passaram a caminhar cada vez mais próximas: a informática e a eletrônica. Na verdade, há muito tempo uma vem precisando da outra; usam-se computadores para projetar circuitos eletrônicos de alta complexidade e, por outro lado, computadores nada mais são do que conjuntos de circuitos eletrônicos trocando impulsos elétricos entre si (falando assim parece até fácil...)

Em termos simples, pode-se dizer que a Engenharia de Computação é uma espécie de mesclagem entre a Engenharia Elétrica e a Ciência da Computação. No entanto, não se deve levar em conta unicamente esse conceito; apesar de abordar assuntos dos dois cursos citados, a Engenharia de Computação é um curso com "identidade própria".

O que um estudante de Engenharia de Computação estuda?

O currículo do curso pode variar de acordo com a instituição, mas geralmente abordará disciplinas matemáticas (como Cálculo, Álgebra Linear, Matemática Discreta, Cálculo Numérico, etc), de eletricidade/eletrônica (Eletricidade básica, Eletrônica Digital, Eletrônica Analógica, Microprocessadores, etc) e de informática (Algoritmos e Programação, Bancos de Dados, Redes de Computadores, etc).

Nos semestres finais, serão vistas disciplinas que abrangem todas ou várias das áreas de conhecimento estudadas no decorrer do curso. Por exemplo, a disciplina Processamento Digital de Sinais exige conhecimentos em Cálculo, Álgebra Linear, Probabilidade e Processos Estocásticos. Já a Engenharia de Software exige que o aluno tenha conhecimentos de Algoritmos e Programação, Análise e Projeto de Sistemas de Software, Bancos de Dados, entre outras.

Eu poderia citar vários outros exemplos aqui, mas isso tomaria muito espaço do texto - e entediaria o leitor...

O que faz um Engenheiro de Computação?

Em termos de mercado, o Engenheiro de Computação tem ótimas perspectivas. Grandes empresas, como a IBM ou a Lucent Technologies, oferecem vagas de estágio com boas possibilidades de efetivação para estudantes de Engenharia de Computação no Brasil. As universidades também oferecem estágios, além de bolsas de iniciação científica. E, depois de formado, o Engenheiro de Computação poderá atuar em várias áreas, como:

- Telecomunicações;
- Gerência de desenvolvimento de software;
- Administração de bancos de dados;
- Automação e controle;
- E vários outros...

Há ainda a possibilidade de se fazer pós-graduação (mestrado e doutorado), inclusive no exterior. Boas instituições estrangeiras oferecem bolsas de intercâmbio para alunos de graduação e pós-graduação em Engenharia de Computação.

Enfim, o curso de Engenharia de Computação é uma ótima escolha tanto para aqueles que gostam e se interessam por informática, tecnologia, eletrônica, quanto para quem ainda não sabe bem que área seguir mas quer se dar bem no mercado.

No entanto, é bom frisar: gostar da própria profissão é fator essencial para ser um bom profissional.

Portanto, se você está se preparando para entrar na faculdade e ainda está escolhendo que curso irá fazer, não se deixe levar apenas por questões de mercado; o curso é difícil e exige muita dedicação e vontade.