22 de julho de 2008

Google cria prêmio para estudante brasileira

Max Alberto Gonzales, da INFO
Quarta-feira, 16 de julho de 2008 - 10h41

SÃO PAULO – O Google criou um concurso que premia as mulheres que cursam faculdades de engenharia e tecnologia no Brasil.

O Prêmio Brazil Women in Technology abre as inscrições na próxima segunda-feira para alunas de graduação, mestrado e doutorado. Dez estudantes serão premiadas com notebooks e uma viagem ao escritório do Google em Belo Horizonte.

Segundo o Google, a iniciativa é inspirada no prêmio Anita Borg Technical Leadership, do instituto californiano antes chamado Institute Women for Technology, rebatizado com o nome da cientista da computação falecida em 2003, que fundou a primeira comunidade online para mulheres, a Systers.

O prêmio brasileiro tem o apoio da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). “Procuramos a SBC para entender porque há poucas mulheres no mercado de trabalho de engenharia e ciência da computação”, diz Patricia Prieto, gerente de captação de talentos do Google Brasil.

As inscrições serão feitas no endereço www.google.com/jobs/brazilwomen entre 21 de julho e 8 de setembro.

18 de julho de 2008

Gmail versão offline?

(E sete meses depois, eis que este Blog volta à atividade! :) )

Achei a notícia abaixo interessante. Mostra o quanto a Google está decidida a invadir de vez o mercado do qual a Microsoft (por enquanto) ainda é "dona"...

Google vai permitir uso "offline" do Gmail, diz consultor

da Folha Online

O Google está trabalhando para disponibilizar serviços de e-mail e agenda junto ao Google Gears, aplicativo que permite ao usuário, mesmo estando "offline", ter acesso a serviços como os editores Google Docs e Picasa. A informação foi divulgada por Andrew Fogg, consultor da empresa Kusiri Web.

Segundo o site especializado Cnet, a novidade deve ser lançada logo, permitindo o uso do Gmail mesmo sem estar conectado à internet.

"Nós estamos trabalhando para aumentar o número de serviços oferecidos pelo Gears, mas não temos uma data planejada para anunciar as mudanças", disse a empresa, em nota ao site.

Os lançamentos seriam mais um ataque ao mercado de softwares dominado pela Microsoft, uma vez que os aplicativos seriam concorrentes do Microsoft Outlook. Porém, como outros serviços do Google, também seriam gratuitos.

O Google Gears foi lançado em maio do ano passado e é um aplicativo de código aberto, o que significa que os programadores estão livres para adaptá-los a seu gosto. O aplicativo baixa dados suficientes no computador para permitir aos usuários usar estes programas on-line inclusive quando estão desconectados.

"Com o Google Gears eliminamos uma das maiores limitações do browser, a fim de criar uma plataforma mais forte para ativar toda sorte de aplicativos", disse o diretor-executivo do Google, Eric Schmidt, na ocasião do lançamento.

25 de dezembro de 2007

MS faz acordo e revela código para Samba

PLANTÃO INFO / 12/2007 / TI

Sexta-feira, 21 de dezembro de 2007 - 17h40

BRUXELAS - A Microsoft assinou um raro acordo com um grupo de software de código aberto.

O acordo cumpre parte das sanções que lhe foram impostas pela Comissão Européia por violações de leis antitruste.

"Isso deve reforçar a concorrência em um mercado que a Microsoft veio a dominar devido ao seu comportamento abusivo", disse Jonathan Todd, porta-voz da Comissão.

A Comissão decidiu em 2004 que a Microsoft deve fornecer informações sobre interconexão de modo a permitir que produtores rivais de software para servidores criem produtos capazes de operar de maneira tão suave com os computadores acionados pelo sistema operacional Microsoft Windows quanto as máquinas que usam software Microsoft para servidores.

O acordo, assinado nos Estados Unidos pela Protocol Freedom Information Foundation, tinha por objetivo ajudar a Samba, uma produtora de software gratuito e de fonte aberta para servidores.

"O acordo permite que conservemos o Samba atualizado diante das recentes mudanças no Microsoft Windows, e também ajuda outros projetos de software aberto que precisam interoperar com o Windows", disse Andrew Tridgell, criador do Samba.

O software em questão se destina a uso em escritórios por pequenos grupos, e administra a conexão com redes e o uso compartilhado de impressoras.

A Comissão constatou em 2004 que a Microsoft havia recusado oferecer informações de interconexão --conhecidas como protocolos--, de maneira que permitisse que os computadores acionados pelo Windows e servidores acionados por software produzido por concorrentes funcionassem juntos.

As ações da Microsoft para cercear a competição levaram sua fatia de mercado no software para servidores a disparar, e reduziram severamente o mercado de suas concorrentes, que essencialmente abandonaram esse segmento.

A Microsoft resistiu a cumprir a ordem até que o segundo mais alto tribunal da União Européia confirmou a decisão da Comissão, em setembro. Já que o Samba não era um software comercial e não havia como expulsá-lo do mercado, ele pôde se beneficiar da decisão.

Reuters

3 de maio de 2007

Gustavo & Kubuntu - The Begining

Em primeiro lugar, desculpem a demora tão grande em postar algo útil. Estou em TCC, e por isso meu tempo está cada vez mais curto. Meus dias já não têm 24 horas, e noites de sono já são luxo.

Mas vou dar início a alguns artigos sobre o Kubuntu Linux, que comecei a usar a aproximadamente duas semanas.

Neste pouco tempo, já tive que bater cabeça algumas dezenas de vezes com relação aos problemas técnicos que todo ser-humano encontra quando instala uma distribuição Linux numa arquitetura relativamente nova (AMD 64 bits). O mais interessante é que essas "batidas de cabeça" não foram demoradas; a quantidade de informação sobre os problemas do Kubuntu e a velocidade com que elas são disponibilizadas na net, inclusive em português, é algo que me surpreendeu - mesmo já sendo um usuário assíduo do Linux (em várias distribuições conhecidas, como Suse, Debian, Fedora/Red Hat, Conectiva, etc) há quase 4 anos.

Os problemas que encontrei eu consegui resolver em questão de horas ou até minutos, somente com o auxílio do Oráculo (mais conhecido como "google.com").

A facilidade em instalar novos programas, por meio do gerenciador de pacotes apt-get, também é cativante. Quando instalei o debian, logo no começo da minha jornada tuxiana, eu mal sabia o que era um gerenciador de pacotes - na verdade eu só sabia instalar programas por interface gráfica, pois estava (mal-)acostumado com o Windows.

A verdade é que agora eu só uso o Kubuntu. Com o Kubuntu, minha vida mudou!

E mais pra frente vocês irão conhecer um pouco mais desse sistema, pois irei relatar através deste espaço as dificuldades que eu for encontrando (e, espero, resolvendo também) no uso desta ótima distribuição.

Pra quem não conhece ainda e já quiser ir matando a curiosidade sobre o Kubuntu: www.kubuntu.org

Até o próximo artigo...

[]'s
Gustavo

3 de março de 2007

Somos piratas mas exigimos "nossos direitos"?

Ouça a gravação abaixo. É a reclamação de uma "consumidora" com relação à famosa "estrelinha azul" que apareceu no Windows XP dela, desde que ela aceitou uma das atualizações que a Microsoft oferece diariamente para os usuários do Windows.

Se quiser, dê uma lida antes nos parágrafos que seguem, pra reflexão.



É um assunto bastante controverso; muita gente foi pega de surpresa por essa "atualização", que não é uma atualização comum. Ela verifica se o Windows em questão é original e, se não for, desabilita o recebimento de novas atualizações importantes de segurança, que são essenciais para que o Windows fique um pouquinho menos vulnerável a invasores do que já é (e não é pouco). A atualização não pode ser revertida, apesar de já terem sido descobertas maneiras de burlá-la.

A atitude da microsoft nesse caso foi extremamente anti-ética, pois resolveu "fazer justiça com as próprias mãos", por assim dizer. Enganou milhões de usuários de Windows falsificados, presos à necessidade de utilizar um produto que ainda é padrão de mercado (mesmo estando fora do poder aquisitivo da maioria dos usuários de computadores pessoais), ao invés de utilizar meios legais para reverter a crescente pirataria de seus produtos.

Mas, paremos pra pensar: em que direitos estamos nos baseando para reclamar da Microsoft quando nós mesmos pirateamos algum produto dela? Acredito que os dois lados perdem a razão nesse caso; a Microsoft utiliza meios anti-éticos (e juridicamente duvidosos até) para lutar contra o que ela mesma considera anti-ético.

A única coisa que posso dizer, depois de rir muito após ouvir essa gravação, é que nenhum dois dois tem "direito" nenhum pra brigar nesse caso...

Se as senhoras que gritavam palavrões ao atendente da Microsoft (que diga-se de passagem não tem nada a ver com as decisões da MS e só fez cumprir ordens, muito calmamente por sinal) têm condições de comprar um produto original, que vão à loja de informática mais próxima de sua casa e adquiram o Windows então. (E que aproveitem pra comprar o Norton, ou o McAffee, ou façam o download de um dos bons antivírus gratuitos como o Avast ou o AVG, pois não é tirando a "estrelinha azul" que elas estarão livres de programas maliciosos em seus computadores, já que mesmo o Windows original não é garantia nenhuma de segurança.)

Sugiro também às duas que procurem algum dos milhares de bons cursos de Linux espalhados pelo Brasil, e experimentem instalá-lo em suas máquinas para teste. É totalmente gratuito (o Linux, não o curso). Quem sabe depois de fazer um esforcinho e aprender a utilizá-lo elas não precisem mais ficar ligando pra Microsoft e xingando o coitado do atendente?

E se a Microsoft se incomoda com a concorrência dos falsificadores, porque não utiliza meios legais e éticos para combatê-los, e não atualizações "de segurança" que enganam o usuário e de certa forma invadem sua privacidade sem prévio consentimento?