25 de dezembro de 2007

MS faz acordo e revela código para Samba

PLANTÃO INFO / 12/2007 / TI

Sexta-feira, 21 de dezembro de 2007 - 17h40

BRUXELAS - A Microsoft assinou um raro acordo com um grupo de software de código aberto.

O acordo cumpre parte das sanções que lhe foram impostas pela Comissão Européia por violações de leis antitruste.

"Isso deve reforçar a concorrência em um mercado que a Microsoft veio a dominar devido ao seu comportamento abusivo", disse Jonathan Todd, porta-voz da Comissão.

A Comissão decidiu em 2004 que a Microsoft deve fornecer informações sobre interconexão de modo a permitir que produtores rivais de software para servidores criem produtos capazes de operar de maneira tão suave com os computadores acionados pelo sistema operacional Microsoft Windows quanto as máquinas que usam software Microsoft para servidores.

O acordo, assinado nos Estados Unidos pela Protocol Freedom Information Foundation, tinha por objetivo ajudar a Samba, uma produtora de software gratuito e de fonte aberta para servidores.

"O acordo permite que conservemos o Samba atualizado diante das recentes mudanças no Microsoft Windows, e também ajuda outros projetos de software aberto que precisam interoperar com o Windows", disse Andrew Tridgell, criador do Samba.

O software em questão se destina a uso em escritórios por pequenos grupos, e administra a conexão com redes e o uso compartilhado de impressoras.

A Comissão constatou em 2004 que a Microsoft havia recusado oferecer informações de interconexão --conhecidas como protocolos--, de maneira que permitisse que os computadores acionados pelo Windows e servidores acionados por software produzido por concorrentes funcionassem juntos.

As ações da Microsoft para cercear a competição levaram sua fatia de mercado no software para servidores a disparar, e reduziram severamente o mercado de suas concorrentes, que essencialmente abandonaram esse segmento.

A Microsoft resistiu a cumprir a ordem até que o segundo mais alto tribunal da União Européia confirmou a decisão da Comissão, em setembro. Já que o Samba não era um software comercial e não havia como expulsá-lo do mercado, ele pôde se beneficiar da decisão.

Reuters

3 de maio de 2007

Gustavo & Kubuntu - The Begining

Em primeiro lugar, desculpem a demora tão grande em postar algo útil. Estou em TCC, e por isso meu tempo está cada vez mais curto. Meus dias já não têm 24 horas, e noites de sono já são luxo.

Mas vou dar início a alguns artigos sobre o Kubuntu Linux, que comecei a usar a aproximadamente duas semanas.

Neste pouco tempo, já tive que bater cabeça algumas dezenas de vezes com relação aos problemas técnicos que todo ser-humano encontra quando instala uma distribuição Linux numa arquitetura relativamente nova (AMD 64 bits). O mais interessante é que essas "batidas de cabeça" não foram demoradas; a quantidade de informação sobre os problemas do Kubuntu e a velocidade com que elas são disponibilizadas na net, inclusive em português, é algo que me surpreendeu - mesmo já sendo um usuário assíduo do Linux (em várias distribuições conhecidas, como Suse, Debian, Fedora/Red Hat, Conectiva, etc) há quase 4 anos.

Os problemas que encontrei eu consegui resolver em questão de horas ou até minutos, somente com o auxílio do Oráculo (mais conhecido como "google.com").

A facilidade em instalar novos programas, por meio do gerenciador de pacotes apt-get, também é cativante. Quando instalei o debian, logo no começo da minha jornada tuxiana, eu mal sabia o que era um gerenciador de pacotes - na verdade eu só sabia instalar programas por interface gráfica, pois estava (mal-)acostumado com o Windows.

A verdade é que agora eu só uso o Kubuntu. Com o Kubuntu, minha vida mudou!

E mais pra frente vocês irão conhecer um pouco mais desse sistema, pois irei relatar através deste espaço as dificuldades que eu for encontrando (e, espero, resolvendo também) no uso desta ótima distribuição.

Pra quem não conhece ainda e já quiser ir matando a curiosidade sobre o Kubuntu: www.kubuntu.org

Até o próximo artigo...

[]'s
Gustavo

3 de março de 2007

Somos piratas mas exigimos "nossos direitos"?

Ouça a gravação abaixo. É a reclamação de uma "consumidora" com relação à famosa "estrelinha azul" que apareceu no Windows XP dela, desde que ela aceitou uma das atualizações que a Microsoft oferece diariamente para os usuários do Windows.

Se quiser, dê uma lida antes nos parágrafos que seguem, pra reflexão.



É um assunto bastante controverso; muita gente foi pega de surpresa por essa "atualização", que não é uma atualização comum. Ela verifica se o Windows em questão é original e, se não for, desabilita o recebimento de novas atualizações importantes de segurança, que são essenciais para que o Windows fique um pouquinho menos vulnerável a invasores do que já é (e não é pouco). A atualização não pode ser revertida, apesar de já terem sido descobertas maneiras de burlá-la.

A atitude da microsoft nesse caso foi extremamente anti-ética, pois resolveu "fazer justiça com as próprias mãos", por assim dizer. Enganou milhões de usuários de Windows falsificados, presos à necessidade de utilizar um produto que ainda é padrão de mercado (mesmo estando fora do poder aquisitivo da maioria dos usuários de computadores pessoais), ao invés de utilizar meios legais para reverter a crescente pirataria de seus produtos.

Mas, paremos pra pensar: em que direitos estamos nos baseando para reclamar da Microsoft quando nós mesmos pirateamos algum produto dela? Acredito que os dois lados perdem a razão nesse caso; a Microsoft utiliza meios anti-éticos (e juridicamente duvidosos até) para lutar contra o que ela mesma considera anti-ético.

A única coisa que posso dizer, depois de rir muito após ouvir essa gravação, é que nenhum dois dois tem "direito" nenhum pra brigar nesse caso...

Se as senhoras que gritavam palavrões ao atendente da Microsoft (que diga-se de passagem não tem nada a ver com as decisões da MS e só fez cumprir ordens, muito calmamente por sinal) têm condições de comprar um produto original, que vão à loja de informática mais próxima de sua casa e adquiram o Windows então. (E que aproveitem pra comprar o Norton, ou o McAffee, ou façam o download de um dos bons antivírus gratuitos como o Avast ou o AVG, pois não é tirando a "estrelinha azul" que elas estarão livres de programas maliciosos em seus computadores, já que mesmo o Windows original não é garantia nenhuma de segurança.)

Sugiro também às duas que procurem algum dos milhares de bons cursos de Linux espalhados pelo Brasil, e experimentem instalá-lo em suas máquinas para teste. É totalmente gratuito (o Linux, não o curso). Quem sabe depois de fazer um esforcinho e aprender a utilizá-lo elas não precisem mais ficar ligando pra Microsoft e xingando o coitado do atendente?

E se a Microsoft se incomoda com a concorrência dos falsificadores, porque não utiliza meios legais e éticos para combatê-los, e não atualizações "de segurança" que enganam o usuário e de certa forma invadem sua privacidade sem prévio consentimento?

28 de fevereiro de 2007

Cientistas criam robôs modulares

Cientistas do Instituto de Ciência da Informação da University of Southern California, nos Estados Unidos, afirmaram ter feito considerável progresso na criação dos SuperBots, robôs modulares capazes de se unir e reconfigurar para concluir tarefas.

Os robôs foram criados para missões espaciais da NASA, e um de seus desenvolvedores, Wei-Min Shen, recentemente demonstrou o avanço em um fórum de tecnologia espacial acontecido na cidade americana de Albuquerque, Novo México.

O cientista explicou que os robôs são compostos de módulos autônomos semelhantes ao brinquedo Lego e que, desta forma, eles podem escolher possuir rodas ou ainda assumir configurações semelhantes a aranhas ou centopéias para escalar. Escavação, inspeção e reparo também são possíveis, bem como o acoplamento de dispositivos específicos para voar em ambientes de microgravidade.

"Cada módulo é um sistema robótico completo e possui um suprimento de energia, micro-controladores, sensores, comunicação, três graus de liberdade, seis faces de conexão - frente, costas, esquerda, direita, em cima e embaixo - para se conectarem dinamicamente a outros módulos", explicou Shen adicionando que graças ao seu design é possível realizar uma rotação contínua. "Um único módulo pode se mover para frente, para trás, para a esquerda, para a direita, se virar e girar como uma roda. Os módulos podem se comunicar com os outros para controle completamente distribuído e oferecem suporte à redistribuição arbitrária de módulos durante sua operação".

Equipados com sensores internos e externos, os módulos podem se monitorar e monitorar o ambiente no qual estão.

Vídeos do funcionamento dos robôs e outras imagens podem ser vistos no site oficial do instituto.

Fonte: http://www.geek.com.br

22 de fevereiro de 2007

Pesquisadores criam cérebro computadorizado na Suíça

*Minha opinião: O perigo é esse troço se descontrolar e virar um Frankstein do século XXI...

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Por Manfred Dworschak


Uma rede de nervos artificiais está crescendo em um supercomputador na Suíça - que deverá simular um cérebro natural, célula por célula. Os pesquisadores que trabalham no "Blue Brain" [Cérebro Azul] prometem novas percepções sobre as origens da consciência humana.

A máquina é linda quando acorda - as células nervosas reluzem na tela em tons pastel, correntes elétricas brilham através de um labirinto de sinapses. Logo depois de ligado, o cérebro parece um pouco sonolento, mas suaves surtos de corrente o despertam totalmente.

Essa peça de hardware inédita consiste em cerca de 10 mil chips de computador que atuam como células nervosas reais. Para simular um cérebro natural, parte do córtex cerebral de ratos jovens foi minuciosamente replicado no computador, célula por célula, juntamente com a estrutura das sinapses, em forma de árvore.

A simulação foi criada na Universidade Técnica de Lausanne, Suíça, onde 35 pesquisadores participam da manutenção desse cérebro artificial. Ele funciona em um dos supercomputadores mais poderosos do mundo, mas em breve até este ficará pequeno demais. O objetivo é construir uma máquina eletrônica pensante muito maior, que em última instância replicaria o cérebro humano.

Um projeto tão ambicioso teria sido ridicularizado alguns anos atrás. "Hoje temos os computadores de que precisamos", diz o biólogo Henry Markram, 44, diretor do projeto. "E sabemos o suficiente para começar."

Markram sabe dos problemas que seu grupo deverá enfrentar. "Mas se não construirmos o cérebro nunca saberemos como ele funciona", diz. Na verdade, houve avanços formidáveis na pesquisa cerebral nos últimos anos, mas as respostas para as grandes perguntas são tão vagas quanto
sempre foram. Como se desenvolve a consciência na orquestra elétrica das células? Como exatamente um lampejo de inteligência se acende da interação entre os genes, proteínas e substâncias mensageiras?

O modelo de Lausanne é a tentativa mais radical já feita de investigar o mistério da consciência. A idéia é sedutoramente simples: determinar como a mente surge da biologia e replicar a biologia. É uma tarefa que exige enorme paciência e atenção aos detalhes, um processo que
significa copiar a natureza uma molécula de cada vez.

Embora o primeiro cérebro artificial possa parecer simples, será um modelo útil. Os pesquisadores poderão usá-lo para reproduzir as funções do órgão real e testar suas teorias. Conforme eles acrescentam novos processos, o modelo torna-se cada vez mais detalhado - uma espécie de projeto "wiki" da mente. Ele também apresenta uma vantagem importante em relação ao cérebro natural, pois permite que os pesquisadores monitorem cada uma das atividades mentais simuladas na
máquina.

Mas houve atividade mental?

O Blue Brain recém-nascido surpreendeu os cientistas por sua disposição desde o primeiro dia. Mal lhe haviam fornecido impulsos elétricos quando estranhos padrões começaram a surgir na tela, com os clarões semelhantes a relâmpagos produzidos pelas células que os cientistas identificam com os processos de pensamento reais. Grupos de neurônios começaram a sintonizar-se até que começaram a disparar ritmadamente. "Isso aconteceu totalmente por conta própria", diz
Markram. "Espontaneamente."

Construindo o cérebro eletrônico

Dez mil células nervosas artificiais foram entrelaçadas em Lausanne, e os pesquisadores pretendem aumentar o número para um milhão até o fim do próximo ano. Isso não significa que eles estejam satisfeitos: o trabalho está previsto para durar até 2015 ou mais. Então, a menos que
o projeto seja considerado demasiado ambicioso, Markram e sua equipe pretendem estar prontos para seu objetivo principal: um modelo de computador do cérebro humano completo - o que neste momento é quase uma fantasia, diante das cem bilhões de células que eles teriam de fabricar.

Os céticos se perguntam qual o objetivo de replicar coisas com tanta dificuldade, se os cientistas têm tão pouca compreensão de seu objetivo e função. De fato, num futuro previsível ninguém saberá o que acontece exatamente nos circuitos do cérebro replicado, a não ser que
parece sedutoramente autêntico para um observador externo.

Talvez os únicos que poderiam saber são os ratos que continuam existindo como sombras nesse supercomputador. Os pesquisadores abriram milhares de crânios de ratos ao longo dos anos, retiraram seus cérebros e os cortaram em finas fatias que mantiveram vivas. Então dirigiram pequenos sensores para cada neurônio. Eles escutaram as células disparando neurônios e interceptaram as respostas que vinham das células adjacentes.

As fatias de cérebro foram expostas a variados impulsos elétricos. Os impulsos refletiam os estímulos que podem ter sido recebidos pelos cérebros dos ratos de laboratório quando os animais cheiravam queijo ou eram assustados por uma forma. As células reagiam - assim como
faziam quando os ratos estavam vivos - enviando correntes elétricas pelo neuroplexo. Os equipamentos de medição dos pesquisadores registraram todos os sinais até que as fatias de cérebro expiraram.

No final, os pesquisadores do laboratório de Markram coletaram todo o repertório de comportamento de centenas de tipos de células em todas as situações concebíveis na vida de um rato - e o armazenaram em tabelas intermináveis. Essa enorme pilha de dados permitiu que os cientistas começassem a construir seu substituto digital.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves